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A Cruz e a Doença: Descubra Esperança nesta Páscoa (8 dias)

A Cruz e a Doença: Descubra Esperança nesta Páscoa (8 dias)

Em meio ao medo e incerteza, temos esperança e certeza. Cristo veio, Cristo morreu e Cristo ressuscitou! Nos próximos 8 dias, vamos viajar com Jesus por Sua última semana na Terra, desde a sua entrada triunfante em Jerusalém até a cruz... e para o túmulo vazio. Este Plano inclui perguntas para reflexão pessoal ou em pequenos grupos de discussão, ajudando-nos a responder biblicamente à situação desta doença que temos enfrentado. EDITOR Gostaríamos de agradecer ao Ministério Pão Diário por fornecer esse plano. Para mais informações, visite: https://odb.org TODOS OS DIREITOS Pertencem à YouVersion

Lista de leituras

Dia1

Há cerca de 2.000 anos atrás, no que é conhecido atualmente como Domingo de Ramos, Jesus entrou em Jerusalém na procissão triunfal do Rei Messias. Isso foi profetizado nas Escrituras (Salmo 118: 25-26) e a multidão jubilosa entrou em Jerusalém clamando cânticos em alta voz. A cidade tinha muitos portões, e o portão mais próximo ao Monte das Oliveiras, através do qual Jesus entrou na cidade, era o Portão Leste ou o Portão Dourado. Hoje está encoberto e trancado, enquanto os judeus continuam aguardando a vinda de seu Messias (Ezequiel 44: 1-3), recusando-se a acreditar que Ele já passou por ele cerca de 2.000 anos atrás. Um filhote de jumenta de uma vila próxima, que “ninguém nunca havia montado”, foi recrutado para a ocasião; Jesus enviou dois de seus discípulos para pegar o jumentinho (Marcos 11: 2). Nós nos perguntamos qual foi a conversa deles ao longo do caminho. Na maioria das vezes, se não sempre, Jesus caminhava ao viajar. Por que usar um jumento desta vez? Foi profetizado em Zacarias 9:9. Este animal recebeu o privilégio único de carregar Jesus em seu lombo. É interessante notar que algumas raças de burros têm pelos nos lombos em forma de cruz. Certamente eles nos lembram esse jumentinho humilde que levou Jesus à cidade santa. Os donos do animal questionaram os discípulos que o desatavam para uso do Mestre (Lucas 19:33). Quando eles disseram: “O Mestre precisa dele”, os aldeões liberaram o jumento para executar sua tarefa sagrada (Marcos 11: 3-6). A multidão estava exaltada. O mesmo aconteceu com os discípulos. Pode ser que eles tenham pensado em Jesus como o poderoso Messias político que libertaria seu povo do jugo de ferro dos romanos. Eles falharam em perceber que Jesus não era um Messias político, mas verdadeiramente o Messias que veio do céu para buscar e salvar Seu povo perdido. Se eles tivessem notado que Jesus não ia ao palácio, mas ao templo na cidade, eles poderiam ter entendido Sua verdadeira identidade e missão. Jesus foi ao templo e "olhou tudo em redor" (Marcos 11:11). Ele notou todos os abusos e a falta de fé que aconteciam no templo e, no dia seguinte, responderia apropriadamente. Mas, por enquanto, Ele retornou a Betânia com seus discípulos, que provavelmente estavam entusiasmados com tudo o que haviam visto e antecipando a glória e grandeza, sem perceber que as nuvens estavam se acumulando ao redor de Jesus. Para conversar Como a lembrança de que Jesus é o "Messias que veio do céu para buscar e salvar Seu povo perdido" moldará o modo como você olha para as situações do mundo agora? Que conforto isso lhe dá? Nós somos o templo de Deus (1 Coríntios 3:16; 6:19). O que Jesus veria quando entrasse em seu coração agora? Ele veria medo e preocupação, ou confiança e dependência Dele? Deixe que Ele fale com você e responda a Ele em oração.

Dia2

Tendo observado tudo o que estava acontecendo no templo (Marcos 11:11), Jesus voltou no dia seguinte. Ele foi para a área mais pública, conhecida como o Pátio dos Gentios, onde um comércio estrondoso estava acontecendo. As autoridades do templo permitiam tais negócios – e lucravam com isso. Os animais “aprovados” para sacrifícios no templo eram vendidos apenas no templo. Os cambistas estavam ocupados com lucros enormes – era necessário usar moeda especial do templo para comprar os animais e pagar os impostos do templo. Incendiado com paixão pelo nome e pela glória de Deus, Jesus afastou toda a multidão de aproveitadores e derrubou suas mesas e bancos. Ele também impediu as pessoas de usarem incorretamente os espaços do templo como atalho para transportar suas mercadorias. Foi um grande drama quando Deus limpou o templo com raiva divina. Então Jesus ensinou a multidão, alguns dos quais podem ter visto com diversão enquanto ele acabava com os abusos e lucros ímpios no pátio dos gentios. Jesus citou Isaías 56:7 e Jeremias 7:11, repetindo o que Deus havia dito – Sua casa seria uma "casa de oração para todas as nações", significando que Israel deveria levar as nações (gentios) a adorarem a Deus. Mas em vez disto o povo infiel de Deus havia transformado a corte em um "esconderijo de ladrões" (Marcos 11:17). Vendo com quem eles estavam lutando, os principais sacerdotes e mestres da lei, que haviam lucrado com a horrível comercialização no templo, conspiravam seriamente para matar Jesus. Eles o viam como uma competição e uma ameaça. Normalmente, as folhas de uma figueira indicam que as frutas estão para nascer. No caminho para o templo, Jesus amaldiçoou uma árvore infrutífera que havia caído completamente antes da estação dos figos. Dera a falsa impressão de que deu frutos quando, na verdade, não deu. Representava o que o povo de Deus havia se tornado – hipócrita e pretensioso. O templo tinha multidões, mas não estava produzindo frutos espirituais. No dia seguinte, os discípulos viram a árvore amaldiçoada "seca desde a raiz" (Marcos 11:20) – uma lição objetiva das conseqüências da desobediência obstinada e da infidelidade, e um aviso de julgamento iminente (o templo foi destruído pelos romanos em 70 d.C). Então Jesus mencionou algo sobre fé e fecundidade. A fé em Deus pode mover montanhas e é expressa na oração que move montanhas (Marcos 11: 23–24). Essa fé também produz o poder de perdoar aos outros, assim como somos perdoados por nosso Pai (v. 25). A fé produz fruto. Para conversar No que diz respeito às preocupações globais em meio surto de COVID-19, como a igreja e nós, como indivíduos, podemos nos lembrar de nossa missão celestial? O que você fará sobre isso esta semana? Que tipo de fruto podemos dar em tempos de incerteza e exigências de "distanciamento social"? O que Deus pode estar procurando em nós? Como podemos praticar nossa fé e obediência?

Dia3

Os inimigos de Jesus tentaram capturá-lo utilizando-se de perguntas capciosas. Embora ele não tivesse ninguém para aconselhá-lo ou ajudá-lo, Jesus lidou com a situação excepcionalmente bem. Os líderes religiosos enviaram alguns fariseus e membros do partido de Herodes "a fim de conseguirem alguma prova contra ele" (Marcos 12:13). Esses dois grupos se odiavam por defender princípios e valores diametralmente opostos. Um era cultural e religiosamente ultraconservador e o outro liberal. Agora que eles tinham um inimigo comum, uniram forças contra Jesus. Eles fizeram uma pergunta sobre os judeus pagarem impostos ao imperador romano. Sabendo que alguns judeus se recusavam a pagar o imposto – pois isto implicaria reconhecerem sua sujeição a Roma –, tentaram forçar Jesus numa armadilha. A pergunta "é ou não é" era destinada a colocar Jesus em apuros, qualquer que fosse a resposta Dele – ou como um defensor de Roma ou um rebelde. Eles lisonjeavam Jesus dizendo que Ele era um homem "honesto" que "não se importa com a opinião dos outros" (Marcos 12:14). Vendo a hipocrisia deles, Jesus perguntou-lhes por que eles estavam tentando prendê-lo. Todos sabiam disso e esperavam para ver como Ele lidaria com a situação. Ele pediu um denário, uma moeda romana e perguntou de quem era o retrato na moeda. Quando eles responderam que era de César, Ele disse: “Deem ao Imperador o que é do Imperador, e deem a Deus o que é de Deus” (Marcos 12:17). A multidão deve ter se exaltado, e pode até ter aplaudido, quando viu o quão bem Jesus havia derrotado a questão ardilosa. Mas houve uma lição mais importante. Assim como a moeda tinha a imagem de César, a alma humana tem a imagem de Deus. Fomos todos criados à imagem de Deus (Gênesis 1:26). Embora esta imagem tenha sido corrompida, ainda assim nos lembra que pertencemos a Deus, não a nós mesmos ou a qualquer outra pessoa. Quando reconhecemos isso e nos devolvemos a Deus, então Sua graça vai trabalhar dentro de nós para restabelecer Sua imagem em nós através do Seu Filho (Romanos 8:29; 1 Coríntios 15:49). Em vez de falar de política, os questionadores de Jesus deveriam pensar no estado de suas almas e no relacionamento com Deus. Para conversar O que as respostas das pessoas ao surto de COVID-19 diz sobre a natureza humana? Como podemos mostrar aos outros que somos criados à imagem de Deus com nossas palavras e ações? Que mudanças o Espírito Santo pode estar realizando para que você seja mais parecido com Cristo? Como você pode submeter-se à obra graciosa Dele em sua vida? O coronavírus provocou muitas perguntas sobre a vida que indicam necessidades espirituais subjacentes. Como podemos levar as pessoas a enxergar as realidades espirituais e que elas precisam de Cristo? Como podemos nos engajar e abordar suas perguntas com sensibilidade e amor? Compartilhe e incentive

Dia4

(A Bíblia não diz o que o Senhor fez na quarta-feira da Semana Santa. Os estudiosos especulam que, depois de dois dias exaustivos em Jerusalém, Jesus e seus discípulos passaram esse dia descansando em Betânia antes da Páscoa.) Nuvens negras estavam se acumulando ao redor de Jesus. Os líderes religiosos estavam conspirando seriamente para matá-lo. Ele estava prestes a ser sacrificado como um cordeiro da Páscoa pelos pecados do mundo inteiro (João 1:29). Até Seus discípulos falharam em perceber o que estava prestes a acontecer. Mas Jesus recebeu o cuidado de Maria de Betânia, que sempre se encontrava aos pés de Jesus, ouvindo-o atentamente. Jesus estava fazendo uma refeição quando Maria chegou com um pote de perfume "muito caro" (Marcos 14:3) e chocou a todos ao quebrá-lo e derramar todo o seu conteúdo na cabeça de Jesus. Ela poderia ter derramado apenas uma ou duas gotas, mas adorou Jesus generosamente. Maria foi severamente repreendida por "desperdiçar" perfume tão caro, que poderia ter sido vendido para ajudar os pobres. Quão financeiramente eficientes eram essas pessoas! O principal entre os críticos foi Judas Iscariotes (ver João 12: 4-5), que como tesoureiro e ladrão poderia ter ajudado a si mesmo com o dinheiro da venda. Jesus repreendeu Judas e os outros críticos. Ele lhes disse para deixarem Maria em paz e a elogiou por ter feito “para mim uma coisa muito boa” (Marcos 14: 6). Ela o preparara para o sepultamento. Tendo passado algum tempo aos pés de Jesus, realmente ouvindo-O, ela provavelmente era a única no grupo que realmente entendeu o que estava prestes a acontecer com Ele. Por seu magnífico ato de adoração, ela seria lembrada em todos os lugares e por todas as eras. Nesse momento, Judas se voltou decididamente contra seu Mestre. Ele tomou as medidas traidoras de encontrar os chefes dos sacerdotes e denunciar Jesus. Por que ele fez isso? Ele sentiu dor por Jesus o ter repreendido? Ele estava tentando forçar Jesus a aceitar Seu papel como o Messias político? Ou ele era apenas ganancioso? Mateus nos diz que Judas tentou barganhar com os chefes dos sacerdotes, mas só conseguiu extrair uma pequena quantia por trair Jesus (Mateus 26:15). Os principais sacerdotes ficaram encantados por terem encontrado um aliado traiçoeiro entre os discípulos de Jesus. A partir do momento em que criticou Maria por seu lindo ato de devoção, Judas estava a um perigoso deslize para a perdição. O homem que acusou Maria de desperdiçar dinheiro acabaria desperdiçando sua vida inteira. Para conversar Tendo ouvido Jesus com cuidado e fidelidade, Maria sabia mais sobre Jesus e Sua missão do que muitos daqueles que o cercavam. Com as muitas distrações e preocupações geradas pelo surto de coronavírus, como podemos continuar passando tempo ouvindo Jesus? Maria não poupou nada em seu ato de adoração a Jesus. Reflita sobre sua própria adoração a Cristo. O que você vai oferecer a Ele hoje? O que Ele te deu?

Dia5

Jesus foi crucificado no dia seguinte à Páscoa, sacrificando-se como o Cordeiro da Páscoa para salvar o mundo. A última ceia que Jesus teve com Seus discípulos foi ricamente tecida em torno da Festa da Libertação dos judeus, uma festa na qual Jesus desejou ansiosamente (Lucas 22:15; a palavra grega expressa desejo muito forte) comer com Seus discípulos. Portanto, os arranjos tinham um ar secreto, para que Judas não agisse prematuramente e impedisse que a refeição acontecesse. Jesus enviou Seus discípulos de confiança, Pedro e João, para fazer os preparativos. O fato de que acordos prévios provavelmente haviam sido feitos foi indicado pela visão incomum de um homem carregando uma jarra de água (normalmente uma tarefa para as mulheres, Marcos 14:13), que mostrou a eles o grande salão reservado para a refeição. Hoje continuamos a celebrar esta refeição como a Ceia do Senhor, lembrando-nos do sacrifício de nosso Senhor por nós com profunda gratidão. Na refeição, Jesus disse aos discípulos que um deles o trairia. Era mais traiçoeiro trair um amigo depois de fazer uma refeição com ele. Desanimados, cada discípulo questionou a Jesus: “O Senhor não está achando que sou eu, está?” (Marcos 14:19). Nós também devemos olhar para dentro para nos examinarmos. Jesus se referiu a Judas sem nomeá-lo, oferecendo-lhe a chance de se arrepender. Jesus seria crucificado para cumprir o plano de Deus, mas Judas era responsável por seu próprio pecado terrível. Jesus então tomou, abençoou, partiu e deu o pão e também a taça. Ele se referiu a eles como "meu corpo" e "meu sangue" (Marcos 14:22,24). Estes símbolos representam para nós Seu sacrifício na cruz, e quando recebemos, comemos e bebemos, estamos expressando nossa confiança Nele (ver 1 Coríntios 11:26) e somos sustentados por Sua vida em nós (ver João 6:56). Como Jesus, também devemos olhar com fé e confiança e, como os discípulos, olhamos ao redor com amor fraterno enquanto fazemos a refeição como o corpo de Cristo. Jesus então apontou para o futuro quando Ele beberia com Seus discípulos novamente – na grande festa de casamento do Cordeiro quando Ele voltar (Apocalipse 19:9). Na mesa do Senhor, também estamos ansiosos por este dia com uma expectativa cheia de fé. Para conversar Em meio a medidas como “distanciamento social” para conter a propagação do surto de COVID-19, como a igreja pode continuar a lembrar e celebrar o que Jesus fez por nós? Que maneiras práticas e inovadoras podemos explorar para marcar o sacrifício de Jesus como irmãos na fé? Como podemos continuar a mostrar amor fraternal, mesmo quando não podemos nos encontrar? Como os irmãos podem permanecer unidos em nossa fé e adoração a nosso Senhor Jesus?

Dia6

O Senhor recebeu um tratamento muito diferente em comparação com alguns dias antes, quando viajou pela cidade (ver Marcos 11: 7–10). Desta vez, soldados endurecidos o açoitaram, um castigo inimaginavelmente doloroso que rasgou a carne e deixou a vítima perto da morte. Em seguida, deram risada dele, questionando se Ele não se reconhecia como o rei dos judeus. Logo após Seu nascimento, Ele foi adorado como rei por alguns Magos (ver Mateus 2: 2, 11), mas agora mãos militares ásperas usadas para matar forçaram o manto púrpura (cor real) em suas costas rasgadas e colocaram uma coroa de espinhos em sua cabeça. Eles atingiram sua cabeça repetidamente, cuspiram nele e, ajoelhados, zombaram dele. Era uma visão sangrenta. Então eles tiraram o manto púrpura, arrancando-o das Suas costas cobertas de sangue. Eles o levaram para ser crucificado fora da cidade em uma pequena colina chamada Gólgota. No caminho, recrutaram Simão de Cirene e pai de Rufo para carregar a cruz de Jesus, severamente enfraquecido pela tortura brutal. Eles ofereceram a Jesus uma mistura de vinho para entorpecer Sua dor e seus sentidos, mas Ele recusou. Depois de crucificá-Lo na terceira hora (9 da manhã), eles lançaram sortes por Suas roupas (Marcos 15:24; predito no Salmo 22:18, o que também significava que o desnudaram para sofrer humilhação pública). Eles escreveram Sua acusação e penduraram o aviso na cruz: "O Rei dos Judeus". Este aviso teve mais significado do que eles pretendiam. Dois ladrões também foram crucificados a Seu lado (ver Isaías 53:12). Ele se tornou objeto de ridículo das pessoas que passavam e dos líderes religiosos (ver Salmo 22: 7). Eles O desafiaram a descer da cruz para salvar a Si mesmo e provar quem Ele afirmava ser. Mas Jesus se manteve preso à cruz para salvá-los e a todos nós, talvez discernindo os sussurros tentadores de Satanás por trás de todas as provocações barulhentas. Jesus poderia ter descido com avassalador poder divino, mas isso seria o fim de todos nós, pois estaríamos então sem o Salvador, destinados ao inferno. Além da agonia física, Jesus teve que sofrer os insultos dos beneficiários de Sua morte. Até os ladrões crucificados o insultaram (embora um tenha se arrependido mais tarde, ver Lucas 23: 40–43). Para Conversar Alguns cristãos têm sido criticados por suas ações durante o surto de COVID-19. À luz da leitura de hoje, qual seria uma forma piedosa de responder? Como você acha que Jesus responderia em tal situação? Alguns podem estar se perguntando onde Deus está em um momento de crise como agora. O que a lição de hoje pode nos ensinar sobre o tempo e os caminhos de Deus? O que nos ensina sobre o profundo amor de Deus por todos nós?

Dia7

Na noite de sábado, quando o período de descanso havia acabado, as duas Marias e Salomé que estavam presentes na crucificação (Marcos 15:40) ungiram o corpo de Jesus com especiarias. No início da manhã seguinte, foram ao túmulo, e ocorreu-lhes que talvez não conseguissem mover a pedra na entrada, que poderia ser fechada com relativa facilidade, colocando-a em uma ranhura no chão de pedra, mas depois só poderia ser aberta com muita dificuldade. Talvez elas devessem ter trazido alguns discípulos para ajudá- las. Elas ficaram chocadas quando chegaram ao túmulo: a pedra da entrada já havia sido removida. Marcos 15:47 deixa claro que não era o túmulo errado – elas sabiam onde estavam. Apressando-se, elas ficaram ainda mais chocadas ao ver alguém sentado lá dentro. Era um jovem homem vestido com uma túnica branca (um anjo, de acordo com Mateus 28:5). Ele disse a elas para não se assustarem, e que Jesus havia ressuscitado! Mostrou-lhes o lugar onde o corpo de Jesus estivera – estava vazio. Ele então instruiu as mulheres espantadas a dizerem aos discípulos de Jesus, “e Pedro ”, (um toque especial do Senhor que perdoa, compassivo pelo atrapalhado e arrependido Pedro) que Ele havia ressuscitado e estava indo à frente deles na Galileia, onde eles O veriam novamente. Jesus já lhes havia falado sobre isso (veja Marcos 14:28). Que Deus escolheu as mulheres para serem as primeiras testemunhas da ressurreição é incrível, se lembramos que na cultura daqueles dias, o testemunho de mulheres não era levado a sério (ver Lucas 24:10-11). Se a ressurreição de Jesus fosse inventada, os “inventores” teriam colocado os homens como as primeiras testemunhas. Que as mulheres foram as primeiras a ver o túmulo vazio e encontrar o anjo é certamente prova da autenticidade do relato da ressurreição. As mulheres estavam "apavoradas" (a palavra grega significa "êxtase"), "tremendo" e "com muito medo" (Marcos 16: 8). Elas fugiram da tumba, após o choque de vê-la vazia e serem informadas de que Jesus havia ressuscitado. Elas estavam com medo, mas preenchidas com alegria. Para conversar

Dia8

Há uma considerável dúvida entre os estudiosos se Marcos 16:9-20 pertence ao texto original de Marcos, pois os primeiros manuscritos não os incluem. Nesse caso, Marcos parece terminar abruptamente. Foi porque ele foi morto antes que pudesse concluir seu evangelho, ou sua conclusão foi simplesmente perdida? Parece que foram feitas tentativas para dar ao livro um final adequado através de adições posteriores. Uma curta conclusão é adicionada em alguns manuscritos afirmando que Jesus enviou Seus discípulos a leste e oeste para anunciar evangelho. Em outros manuscritos, essa passagem (Marcos 16: 9–20) está incluída. Esses finais são reconhecidos como não presentes no texto original. No entanto, essa passagem está incluída na maioria das Bíblias. Temos o relato inusitado de que Jesus repreendeu os discípulos por "não terem fé " e "teimarem em não acreditar” nas testemunhas que Ele havia enviado (Marcos 16:14). Por quê? Nas Escrituras, os assuntos deveriam ser estabelecidos com duas ou três testemunhas (ver Deuteronômio 19:15; Mateus 18:16; 2 Coríntios 13: 1). Jesus havia enviado três testemunhas aos discípulos: Maria Madalena e outras duas pessoas que estavam “caminhando para o campo” (Marcos 16:12, estes eram os dois que estavam andando no caminho de Emaús; ver Lucas 24:13-35). Quando Maria disse aos discípulos o que ela havia visto: “eles não acreditaram” (Marcos 16:11). Quando os dois homens também disseram aos discípulos o que haviam testemunhado, "não acreditaram no que os dois disseram" (Marcos 16:13). Por isso, Jesus repreendeu os discípulos céticos. Jesus então disse aos discípulos (e continua a dizer a todos nós): “Vão pelo mundo e anunciem o evangelho a todas as pessoas”, assegurando-lhes que quem “crer e for batizado será salvo”, mas quem “não crer será condenado” (Marcos 16:15-16). Jesus prometeu dar-lhes alguns sinais surpreendentes: o poder de expulsar demônios, falar em novas línguas, apanhar cobras e beber veneno sem ser ferido, e curar os enfermos. Alguns deles foram vistos posteriormente (ver Atos 16:18; 2:4; 28: 3-6; 14:8-10), mas eles não parecem ser regras estabelecidas. Jesus, como o triunfante Filho de Deus, em seguida, subiu ao céu e se assentou do lado direito de Deus, assim como Ele havia dito anteriormente (ver Marcos 14:62). Da mesma forma, Ele também retornará nas nuvens. Este é o evangelho glorioso, as boas novas de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Gostou desse Plano de Leitura? Confira mais títulos em journeythrough.org. Este devocional foi extraído de Journey Through Mark (Viagem Através de Marcos) por Robert M. Solomon. Para conversar Nestes momentos de incerteza, como podemos mostrar aos outros nossa fé em Jesus? Em tempos de dúvida, que sinais do amor, proteção e libertação de Deus podemos apontar? Como podemos ir “pelo mundo e anunciar o evangelho a todas as pessoas” (Marcos 16:15)? Tire algum tempo para refletir sobre o que você aprendeu e o que Deus falou com você nesta semana que passou. Como essas lições mudam sua vida e sua rotina diária a partir de agora? Passe algum tempo respondendo a Jesus em oração confiante, ação de graças e adoração.

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